domingo, 28 de dezembro de 2008

O que esperamos da vida nem sempre nós é dado.
Esperamos que esta nos dê sempre o que pedimos ou o que desejamos ou o que de mais profundo temos escondido.
Mas não é assim que funciona.
Nunca é.
Temos sonhos destruídos.
Temos desejos pisados.
Temos vontades reprimidas.
Independente de nosso ser, sempre há uma direção, uma história, um caminho pré-determinado.
Independente de nosso querer, a vida sempre nos carrega nos braços.
Será que seria bom ter da vida tudo que pedimos?
Será que seria válido não sentir dor?
Temos que aprender a separar as coisas pelas quais vale a pena viver ou sofrer.
Uma onda de angústia, de tormento, de insatisfação.
Uma brisa de paz, de carinho, de compreensão.
Uma vez feita à escolha, como delinear o caminho?
Uma vez este decidido, podemos nós voltar atrás?
E quando decidimos dizer adeus, como saber se é pra valer?
Agora é tarde. A alegria acabou.
A noite chegou e fez de sua escuridão manto de paz.
Agora é tarde. A agonia me deixou.
O dia amanheceu e o sol queimou todos os medos e as dúvidas.
Já vejo flores desabrocharem.
Já vejo meu futuro brilhante.
E infelizmente você ficou pra trás.
O que eu mais espero da vida agora?
Esquecer. Não lembrar nunca mais.

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