Ao entardecer vejo o sol se esconder dentro do meu coração.
Vejo seu brilho refletir no mar e me enxego no reflexo.
Vejo a imagem distorcida do meu ser.
Vejo a verdade que teima em também se esconder.
Ao entardecer esqueço que o mundo existe.
Deixo a lágrima descer porque não sei fazer diferente.
Não quero tentar esconder que mudo com a brisa e com os sons.
E me deixo moldar pelo passar do tempo.
Ao entardecer relembro como eu era pela manhã.
Como inocência e ternura exalavam de meu corpo.
Como era fácil sorrir e acreditar no bem.
Correr pela areia sem pertubações.
Ao entardecer deixo ir um pedaço de mim.
Faço questão de me renovar ou de tentar.
Descubro que ainda tenho sonhos.
Que ainda sinto o coração bater.
Espero pela hora mais bonita.
O momento mais profundo.
A alegria do recomeço no mesmo instante do final.
Espero pela escuridão que surge ao anoitecer.
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