Otimista pra variar, coisa rara ultimamente. Esperar nunca mais viu! Quando eu quiser fazer alguma coisa, vou fazer. Estou cansada de não ter vida. É isso! Não tinha minha vida. Tinha migalhas da vida dos outros. Geralmente regra geral. Mas pra mim não. Nunca mais. Ou pelo menos vou me esforçar pra ser assim.
Exemplo: noites de fim de semana. Eu que tanto gosto de sair. Ontem, como em outros dias também, não encontrei com quem. Problema meu não é? O bom é que deu pra parar, pensar, refletir... Chorar um pouco. Ai, ai, quando você para pra ver que a maioria das amizades de sua vida são superficiais... E o medo? Aquele medo horroroso que aparece de você só servir quando não resta ninguém. De só servir quando os amigos não te dinheiro. De só servir quando o carro tá quebrado.
Mas sabe que todo ser humano age assim. Querendo alguma vantagem do outro. Meu problema é ser coração mole demais. É demonstrar muita carência. E engraçado é o fato de eu poder falar sobre isso sem ficar triste ou abalada. Acho que é superação. Acho que é aceitação. Talvez uma nova visão sobre o que posso aproveitar da vida.
Costumava dizer estar cansada. Mas não sabia do que. Não totalmente. Cansei de ser subestimada. Juro! Quem me conhece, e isso eu já percebi, diz na minha frente coisas que eu sou, fazem elogios (e aqui não tenho modéstias em escrever). Sabem que sou inteligente, capaz, aberta a novas experiências. Isso pela frente. Só Deus sabe o que dizem por trás. Mas a maneira de agir as vezes entrega.
Meu otimismo hoje me faz capaz de acordar para um novo dia. Tentando aumentar a margem onde encontrarei minhas limitações. Que elas fiquem bem longe. Eu sei que demora e eu sei que não é fácil. E principalmente sei que haverão dias onde provavelmente vou amaldiçoar o mundo. Mas é tão bom se sentir mais em paz. É válido fazer um esforço pra manter-se assim. Meu desejo é que dias bons sejam os dias normais, os dias comuns.
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