quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Apimentar...

Que tal apimentar a sua imaginação. Temperar os cantinhos de sua mente com as minhas palavras. Deixe-a correr solta. Esqueça-se do pudor, do temor, da vergonha. Não tente prever meus movimentos e não tente adivinhar meus pensamentos.

Você esta vendado. Parado e comportadinho. Esperando! Sinta o meu toque. Sinta minhas mãos no seu peito. Shhhh... Você tem o direito de permanecer calado e aproveitar tudo que eu te der. Tem o direito de me pertencer. Tem o direito de não se mexer.

Quando toco bem devagar seus olhos, sua boca, suas mãos. Quer sentir meu corpo quente junto ao seu? Quer misturar o meu desejo com o seu? Quer um ataque de pantera, um rugido de leoa? Uma selvagem?

Posso ser o que você quiser também. Te tratar de leve, feito um neném. Por na caminha pra dormir e ir além. Ser uma safada, um anjinho, ser qualquer alguém. Posso te por num pedestal. Considerar você meu rei. Posso te por no seu lugar como se fosse ninguém. Pisar em você. Posso te maltratar e ainda assim, você vai me chamar de meu bem.

Você sabe que não me resisti. Não te resisto também. Somos o vício um do outro. A droga um do outro. Somos o equilíbrio. O ying e o yang. O balanço do vai e vem.

Eu quero escrever...

Eu quero escrever. Quero falar. Quero espremer qualquer dor pra fora. Quero não ter nada a ver com ela. Quero deixá-la pra trás. Isso não sou mais eu. Não faz quem sou. Não me define. Não me deixa contente ou descontente. Não faz da minha vontade um desejo ardente. Não transcreve meus íntimos e bem escondidos pensamentos.

Abre uma porta talvez. Para meus sombrios olhos. Minhas fluentes lágrimas. Meu coração talvez quebrado e perdido.

Mas agora acho que minto. Pois já sou inteira faz algum tempo. Juntei os pedaços faz algum tempo. Completei-me faz algum tempo. Mas não faço as regras. Acho que tento cumpri-las. Tento adequar-me ao convencional. Tento ajustar-me ao aceitável. Mas nunca ignorando os meus limites. Pois já sei que sou diferente. Que o genérico é ineficaz. Pelo menos comigo.

E até nos iludimos. E digo nos, pois sei que não estou sozinha nessa idéia. É coletiva. Com as esperanças de mudar. De conseguir moldar. De conseguir caber dentro do que se planeja. Há certezas que não podemos evitar.

domingo, 15 de novembro de 2009

O beijo apaixonado

Numa inspiração vinda não sei de onde, como sempre acontece, hoje me vi pensando sobre como é bom estar apaixonada. Realmente com a cabeça nas nuvens, com o sorriso fácil, com a felicidade a flor da pele.
Como é bom estar afim de alguém e se doar pra essa pessoa. Como é bom estar disposta a fazer tudo com ela, essa pessoa tão especial que faz seu mundo girar. Faz você se sentir embriagado de tanto amor. Seu coração bate mais forte. Você sente seu sangue correr pelas veias, pois simplesmente tem a sensação de estar mais viva. Você não consegue esconder, não sabe como disfarçar. Você se sente puxada, sugada por uma força invisível. E é bom, muito bom quando ela, essa pessoa, te retribui.
Não é algo que se possa evitar. Não há proteção de um sentimento assim. Já ouvi falar de muitos que é quase um mito, uma lenda... Que só acontece nos filmes, na tv, nas novelas. Eu penso diferente. Quando você ama verdadeiramente o mundo lá fora deixa de existir e o que surge é o mundo dos dois. Não há mais carência. Nada falta.
Os beijos, o toque, as mãos dadas, os sorrisos, os abraços, tantas coisas que falamos e fazemos, se tornam extra especiais. E você não quer outra coisa. Não deseja nada além de um aconchego nos braços de seu amor.
É quando eu acho que a pessoa que eu sou vai estar completa. Não que eu não seja agora. Muito pelo contrário. Hoje estou bem, segura de quem sou, do que quero.Preparada para viver todo esse amor que eu mereço. Todo esse amor que esta vindo na minha direção. Preparada pra declarar meu amor.
E melhor... Paciente...Consciente...Disposta a esperar...Extremamente romântica como nunca quero deixar de ser. Se não for assim perde a graça.
O meu amor, meu rapaz, meu menino, meu homem. A minha metade... A minha certeza de um beijo muito apaixonado.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sobre a mudança no ser

Paciência é um dom não tenho dúvidas.
Saber esperar o que esta por vir.
Saber olhar e refletir.
Saber calar na hora certa.
Observar, não se meter.
Deixar o tempo correr.

Sentir o coração quieto. Em paz. Pela primeira vez em anos. Estar de bem comigo e agradecer a Deus por isso. É o que tenho feito todos os dias. Sentada em minha cama. Com um olhar perdido. Procurando repassar alguns fatos da vida.
E sorrindo sem perceber. E me surpreendendo por estar fazendo o que eu não acreditava poder. Quieta no meu canto. Resguardada pra mim. Calma, calada e serena. E apesar de tantas coisas e tantos problemas, um pouco mais feliz.
Feliz por poder ser útil, por ajudar. Por poder transmitir com minha pouca experiência, alguma esperança pra mais alguém. Tocar outra vida, outro coração. E fazer isso sem esperar nada. Por que o retorno que eu quero é a felicidade de saber que eu ajudei.
Sempre escuto que tenho coração bom. E rogo a Deus todo dia que o conserve assim. Pois quero ser mais amiga pra quem precisar. Claro que hoje enxergo diferente e sei a quem e o quanto me doar. Mas a tal felicidade... disso não abro mão.
Também não abro mão de falar o que quero, de agir como quero (mesmo que seja um pouco infantil as vezes), de cantar pra me acalmar, de estudar pra aprender, de chorar pra aliviar a dor... Não abro mão de ser um pouco mais humana, mais assessível.
Não acho que isso demonstre fragilidade. Não mais. Até porque descobri que não preciso estar sempre na defensiva. Não preciso. Não estou sob ataque.
Me disseram que mudei pois tinha a necessidade de mudar e me rezafer. Traçar um rumo. E me pergunto tantas vezes se não teria sido mais fácil essa transição se eu aprendesse com meus erros. Porque eu sofri muito e mesmo assim não aprendi. Também não tive muito amor na minha vida pra ensinar. Mudei porque era hora de mudar.
Mas não me arrependo. Porque tudo que fiz me trouxe até onde estou. E dessa nova eu, eu gosto, eu cuido, eu amo.