quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Quando o ano acaba

Faz mais de um mês...
Mais de trinta dias que as palavras fugiram a minha mente.
É muito tempo muda, quieta, parada.
É muito tempo sem ter como expressar o que se sente.
E hoje no último dia do ano, o resumo do que passou.

Não foi por falta do que falar.
Na verdade, muitas águas passaram por baixo da ponte.
Acho que foi pela vaga inpressão de incapacidade momentânea de escrever sentenças inteiras.
A vida não esta triste, esta aceitável.
Mas será que isso é suficiente?

Perecebi em poucos dias, o que devia ter percebido durante os anos.
Quantas vezes me fiz de cega, disfarcei não ver o óbvio pra não me machucar.
Neguei a mim mesma muitas vezes para o bem-estar dos outros.
Desconsiderei meus sentimentos, meus alertas.
E sempre me dei mal por isso.
E deixei de gritar quando devia.
Chorei demais e desnecessariamente.

A reação é tardia mas bem-vinda.
Duramente conquistada. Suada até.
Não digo que não tenho medo.
Ao contrário do que quero parecer.
Convivo com o medo. É um constante.
Só que aprendi a utilizá-lo ao meu favor.

Um novo ano começa e eu aqui ainda com apenas poucas palavras.
Esperando talvez um milagre acontecer.
Esperando coisas boas da vida.
Pedindo para ela dá-las a mim.

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