quarta-feira, 14 de julho de 2010

Boba

Eu acho que o problema sempre foi meu. Minha teimosia em ser a iludida, enganada, ludibriada da história. Eu acho que eu dei a chance de acharem que podiam me fazer de boba. Poderiam em qualquer tempo e de qualquer forma descaradamente fingir, mentir, omitir e calar.

Eu acho que dei os meios, razões e caminhos para fazer de nós dois, palhaços... Personagens de um circo falso. Vendendo uma alegria falsa.

Posso dizer que meu coração, meu corpo e minha mente já não são tão inocentes e sabem exatamente o que fazem. É uma insistência desvairada. É uma persistência desmedida. E tudo pra que? Por momentos pobres. Desses que precisamos de provas para lembrar que aconteceram...

Propositalmente burra. Intencionalmente boba. De alguma forma traz isso compensação?

Não se enganem todos vocês. Coisas supreendentes, atitudes extraordinárias podem acontecer.

É. Definitivamente. De genuinamente boba não sobrou mais nada...

domingo, 4 de julho de 2010

Palavras...

Que tristeza. Escrever para desabafar e não haver ninguém para ler... Ninguém a escutar os passos dados. Ninguém para esperar de braços abertos. Ninguém pa confortar. Nem mesmos olhos estranhos. Nem mesmo toques estranhos.
Já me acostumei a falar sozinha. A estar sozinha. Mas prestando bem atenção à diferença entre costume e gostar. Pois eu detesto estar só. E não ter com quem partilhar meus sentimentos... E como é difícil manter o coração alegre e jovem, quando sentimos já ter vivido mil vidas. Como é pesado o fardo de mil anos, de mil consciências...
Grata ficaria se pudesse ter a luz do sol, o canto dos pássaros, o azul do céu, a brisa do mar... E eternamente, humildemente grata ficaria por ter sorrisos e delicadezas enderaçadas a mim de vez em quando.
Quero ouvir a trilha sonora do meu coração que dentro de mim grita tão alto...
Sempre em meu coração um amagor disfarçado... Umas certezas que tento evitar mas não consigo. Alguns sentimentos que teimam em aparecer. E mesmo assim ainda tentando viver. E mesmo assim que todos os dias sejam abençoados. Mesmo que não haja alegria minha neles. Que seja feita para outros.
Que meu coraçao não espalhe para outros a tristeza que guarda. Não é proposital.
Convivo com o perdão todos os dias. Convivo o desejar aos outros o bem que quero para mim. Não estou aborrecida. Não por coisas que não posso controlar... Estou apenas sem vontade de continuar...
Quero uma mudança. Um pedacinho de prazer. Quero uma diferença.

A única exceção

Ao acordar nós não sabemos o que o dia nos reserva. Não planejamos estar felizes ou tristes. Não concordamos em fazer parte de nada. Não esperamos exigências idiotas. Atitudes dispersas, consequências afins... E tudo começa a passar muito rápido.

Não tenho as habilidades de lidar com a rejeição de maneira a permanecer intacta... Ainda dói. Ainda destrói um pouquinho de quem eu sou. E não adianta olhar a diante. As perspectivas somem. Desaparecem as chances. E é difícil enxergar...

E a realidade é que podemos enganar a todos menos a nós mesmos. Podemos fingir, mentir, ocultar e ainda assim não conseguimos esconder que a imagem refletida no espelho é o pior juiz que existe. É quando o cansaço, as rugas, as más expressões aparecem.

Mas como tudo tem um começo e um fim, o que precisamos aprender a fazer é a mudar os durantes. Preciso ver mais, sentir mais e ignorar mais.





quarta-feira, 30 de junho de 2010

Eclipse

Pode alguma vez o claro ser mais que o escuro?
Ser a luz mais que a escuridão?
Um é mais que o outro?
Deve haver equilíbrio?
Deve-se pesar os lados de uma moeda?
Ao acordar você acredita no que o dia pode te trazer de bom?
Espera pelos pequenos detalhes e guia-se por eles?
Você escolhe? Se faz escolher todo dia ser quem você pode ser de melhor?

Com as pequenas descobertas que temos...
Com as grandes batalhas internas...
Com as pequenas dores e as imensas vitórias...

É imprescindível haver discernimento.
É necessário saber quem um é e quem esta disposto a se tornar.
Não perder tempo com coisas menores, sem importância.
Não é preciso responder há todas as perguntas ou afirmações.

A escuridão está aqui também com um propósito.
Sem ela não admiramos o que o sol nos traz.
Sem ela não damos o devido valor ao calor.
Ao poder enxegar. Cada um com sua verdade claro.

Sabe o que é muito bom de saber?
Que nada dura para sempre e que tudo passa.
Que não é preciso ter medo.
E reconhecer que o futuro te dá "recompensas" por boas ações

Falando mais diretamente...
É bom saber que estou inteira.
É bom saber que sou mais forte do que achava.
É bom saber que não "quebro" fácil.
Que não me aborreço fácil.
E que sei perdoar.
Não tenho porque guardar mágoas.
Afinal, na vida só mantemos quem queremos por perto.

É ótimo ver que por mais que as vezes eu sofra ou chore... Eu vou sobreviver...
Não podemos controlar tudo que nos rodeia.
Podemos controlar a maneira de nos afetar.
Então está entregue a Deus.
Confio Nele e na Sua vontade.
Que fazer?
Das poucas certezas que tenho...
Sei que meu coração está aberto novamente.
E mais do forte do nunca vou amar.

Então não se preocupem comigo...
Esta tudo bem. E com o tempo, ficará melhor.
Depois da tempestade... Vem a bonança...

Que um pouco da minha felicidade se espalhe...

domingo, 27 de junho de 2010

Um pouco mais feliz

Descansar... Ficar em paz... Ver o domingo passar.
Acordar com o sol irradiando calor pela manhã.
Ver o céu azul e agradecer a Deus por mais um dia.
Mais uma semana que começa.
Agradecer por todas as coisa boas que a vida traz.
E não ficar acanhado mesmo quando parecer que tudo irá desmoronar.
Acreditar e ter fé.
Guardar em si bons sentimentos.
Escolher todos os dias melhorar.
E acolher as mudanças que a vida nos traz...
Dar boas vindas ao amor...
Sim! Creio! Que tudo tem uma razão de ser.
Que em tudo há uma boa lição.
Que nascemos nesse mundo para aprender.
E que vivemos para sermos felizes.
Uma felicidade inquieta e que tem idas e voltas.
Uma incostância magnífica.
Não podemos ser os mesmos sempre.
O importante é se renovar.
Abraçar e confortar.
Não se deixar abater.
Há males que vêm pra nos fazer bem.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ouvindo...

Pés Cansados - Sandy

Fiz mais do que posso
Vi mais do que aguento
E a areia nos meus olhos é a mesma
que acolheu minhas pegadas.

Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados
voltam pra você.

Eu lutei contra tudo
Eu fugi do que era seguro
Descobri que é possível viver só
Mas num mundo sem verdade.

Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados
voltam pra você.

Pra você
Sem medo de te pertencer
Volto pra você.

Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados
voltam pra você.

Meus pés cansados de lutar
Meus pés cansados de fugir
Os mesmos pés cansados
voltam pra você.

Pra você.

Carta para Julieta

Olá Julieta,

Escrevo para dizer que estou com medo. Não sei como parar de chorar mas acho que esqueci de como sorrir. Os dias passam e tenho a sensação de afundar. Procuro tirar foças não sei de onde. A verdade é que ainda choro por ele. Que só consigo enxergá-lo. Não vejo mais ninguém. E sinto dor, muita dor. As vezes sinto que meu coração pára de bater. Sinto que assim tem paz por um segundo, descansa por um efêmero momento. Claro que a ausência de batidas significa não sentir, não passar pelo que passo. De todas as maneiras o que mais desejo é esquecer. Engolir, ocultar, reprimir as lágrimas.
Não tenho paz pois convivo com o omitir. Não tenho mais consciência do que é amor. Preciso de cuidados como qualquer bebê que esta nos seus primeiros passos. Tenho medo que meu fingir se torne regra. Que eu me perca. Que deixe de ser eu.
Ah minha amiga de sofrimento, sinto inveja pois amaste um amor fulgaz mas correspondido. Declaraste ao mundo de maneira irrefutável que eras só de Romeu e ele o declarou ser só teu. Um amor romântico, possível, vivido. Um amor querido.

Responde-me pois preciso de tuas palavras de apoio. E reza, vibra por mim. Para quem sabe num futuro próximo, seja eu capaz de declarar também a alegria que um amor pode trazer.

Com carinho...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Melhorando...

Os raios podem até não brilhar tão fortemente mas mesmo assim ainda irradiam calor.
E em meu coração eu sinto todo o amor e todos os outros sentimentos que o acompanham.
O conforto, a segurança, a paz de estar em paz comigo mesma.
A finalização de um processo muito longo de redescobrimento, de reflexão e de resoluções.
As medidas já não são mais as mesmas e claro, tudo mudou.
O aprendizado se dá todos os dias em doses pequenas mas constantes.
E já consigo entender o que eu quero sem me magoar, sem me culpar, sem me diminuir por não conseguir.
Me sinto mais interessante, mais disposta.
O sorriso é mais aberto. O semblante mais tranquilo. O olhar mais seguro. O andar é mais confiante. As palavras mais doces. O abraço é mais carinhoso.
Eu me vejo como deveria e me aceito como deveria.


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ouvindo...

Terezinha - Maria Bethânia

O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e assustada, eu disse não
O segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e assustada, eu disse não
O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro dentro do meu coração

Na minha cabeça tem...

Hoje cortei o cabelo. Talvez informação desnecessária, eu sei. Não fosse pela quantidade de idéias e pensamentos que surgiram com o ato. Comecei a pensar a influência que um cabelo curto tem. E também a diferença que faz.

Não sou uma mulher comum. Nunca quis ser igual a ninguém. Como leonina gosto de chamar atenção. Meu cabelo sempre considerei como forma de expressão. Principalmente numa comunidade onde as mulheres não sabem como ter suas próprias identidades. É tudo muito igual.

Já repararam na regra: Cabelo Grande acima de tudo! Pode ser quebrado, mal tratado, pontas duplas, manchado e por aí vai. Ôxe! Nunca ouviu não! "- Se minha namorada cortar o cabelo eu acabo o namoro..." Tem que ser "madalena arrependida". O que me parece é que quanto maior o cabelo e mais reto, mais submissa, mais fácil de manobrar...

Demonstrar personalidade é proibido. "Baixa a cabeça e aceita teu papel mulher!!" Não sabe que nessa cidade se vc tiver opinião e independência, você é vista como puta. "Não é mulher pra casar!" Ao que eu respondo: " Casar! Com um idiotinha que se acha? Que não me respeita? Que não me dá valor? Que não me aceita como eu sou? Hum! Por que?"

Fora que com a idade isso só piora. A mulher inteligente fica mais seletiva. Exige mais. E claro, é chamada de complicada. Vai dizer que nunca ouviu essa desculpa? Quando um homem não tem capacidade pra lidar com uma mulher de igual pra igual, essa é uma das primeiras. Já se foram os tempos onde a mulher era obrigada a ficar em casa esperando pelo marido. Amélia ficou no passado.

Me dei conta que nos últimos anos minha paciência sumiu. Minha tolerância então... A questão namorado esta resumida a santa vontade de Deus. Eu cansei de sofrer por quem não me quer. Cansei de tentar ver tudo com olhos mais esperançosos. Cansei dos medrosos. Eu já sei que se, e enfatizo SE, eu encotrar alguém que me queira, ele terá que ser o paciente. da história. Só pra variar, gostaria de ser conquistada.

E olhe que tudo isso só por causa de um corte de cabelo...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Antes dos namorados

A semana que inclui o dia dos namorados é uma porcaria.
Pelo menos pra quem está sem namorado...
Pra quem não tem nem a perspectiva de um encontro.
E pra quem considera esse fato como um sinal do apocalipse.

É fato que com a idade nós começamos a enxergar as coisas de maneira diferente.
Dependendo das experiências acumuladas durante os anos, desenvolvemos nossa própria visão e assim nos livramos das pequenas confusões e ilusões.
E então concluímos que poderia ser melhor ou pior.

Quando era adolescente eu chorava.
Sentia falta de um abraço mais carinhoso.
Dê um beijo. Das flores que tanto adoro.
Mas o tempo passou e a vida mostrou seus caminhos.

Hoje apesar de estar sem namorado posso sinceramente dizer que não me afeta tanto.
Aprendi a moldar esse dia perfeitamente as minhas necessidades.
Hoje uma praia, um cinema, um bom livro...
Não me importo de ficar só. Procuro me sentir bem.

Tenho meus desejos e vontades.
Gostaria muito que se adequassem aos desejos e vontades de alguém.
Mas como não se pode ter tudo que quer do jeito que se quer...
Basta dizer que um sorriso bobo já me satisfaz.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Testemunho

Não saber o que sente, não lidar com a dor, com a angústia, com a certeza...
As vezes sentindo remorso.
É difícil voltar atrás.
Parece que o som do vidro quebrando é o mais alto que se pode escutar.
O som do coração partindo.
Frágil e oco, sem nada que o preenchesse.
O dilúvio das lágrimas que afogam ao mais exímio nadador.
Não é necessário se mexer.
Não há aquele último cordão de esperança onde se segurar.

E passam dias, meses e até anos.
Nada muda. Tudo se confirma.
E infelizmente não há sorriso que traga paz.
E ainda inquieta, imcompleta e por maldição indiferente.
Não desejei ser amarga ou azeda.
Mas já se foram muitas experiencias.
E ao que me parece muito de mim já foi consumido. Teve vida curta.
Não me ensinaram a sentir o bem e o bom.
Não houve oportunidade de perdão.
Não houveram as desculpas ao meu coração.

Essa alegria passageira e rara.
A ironia e o ceticismo.
A falta de forças para acreditar.
Desilusão companheira que não me deixa seguir.
Facilmente desestimulada.

A vontade de mudar que não me abandona.
Mas a presença de um mundo de obstáculos que teima em fazer vítima somente a mim.

Quero mudar e ter vida nova.
Abandonar e mudar pra longe.

domingo, 30 de maio de 2010

Pedacinho de mim

Sim. Andei um pouco amarga.
Desisteressada da vida.
Triste demais. Pessimista demais.
Azeda...

Sim. Assumo que não estava sendo a melhor das companhias.
E para não inflingir a terceiros os meus problemas, me afastei.
Àqueles que verdadeiramente me conhecem, sabem de minha transparência.
Então porque estragar a festa dos outros com minha cara fechada.
Ninguém gosta de estar próximo (a) a pessoas que estão pra baixo.

Não adianta mentir.
Nem todos nasceram com a paciência de um santo.
Nem todos tem a capacidade de empatia pelo sentimento alheio.
Que fazer? Não há a quem culpar nem razão pra isso.

Não podemos estar todos sempre no melhor da vida.
Mas podemos decidir mudar essa situação.
Quando nos vemos preparados para tal.

Prometo estar mais aberta ao amor.
E por amor entendo tudo de bom que chegar até mim.
Prometo tentar recuperar a doçura.
O sorriso largo e até um pouco da inocência e da ingenuidade.
Porque no recomeçar... Quero poder acreditar na bondade das pessoas...

Aleatório 2

O que se quer e não se pode ter...
O bom coração e o mal pensamento...
O grande desejo e a normal realidade...
Sempre em conflito...
E ainda teimamos em não seguir ao que nos fala mais forte.
Quem liga para a voz da razão?
O fato é que não podemos enganar o sentir do coração...
Então para que tentar?
Ah... esforço vão...

Aleatório

Deixar de sentir, deixar de fazer...
Esperar...

Eu devia, eu queria...
E quando não mais? E quando nada?
E porque se mexer?
Igual ao retrato.
Parado no tempo.
Inanimado...

Não falo, não ouço, não vejo...
Não quero saber, não perguntei.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Compensar... Começar...

Força para escrever.
Pois hoje sinto como se houvesse um buraco e eu estivesse sem chão.
Hoje me sinto com o coração na mão, ainda batendo mas sem sentido.
Esforço para descrever.
Para colocar em palavras esses momentos onde a vida passa mas parece que não é a sua.
Você flutua. Vai e volta. Dormente. Indiferente.

Hoje eu não me pertenço.
Hoje sobrevivi.
Não me lembro.
Hoje qualquer coisa.
Hoje juntar os pedaços e seguir em frente.

Amanhã. Não mais coração magoado.
É outro dia. Tem que estar inteiro.
Perfeito. Sem nada faltando.
E em branco.
Pronto pra recomeçar.

domingo, 9 de maio de 2010

Deixou... Partiu... Abandonou...

Ele me deixou. Apenas partiu. Me abandonou.
Ele foi assim. Como água que evapora.
Como a luz que vai embora e se faz escuridão.
Ele foi fugaz.
E também rápido demais se alojou a dor.
E o vazio veio.
Tomou lugar do que estava cheio.
E não me disse como o afastar.
E não trouxe esquecimento.
Deixou angústia e tormento que esperarei passar.
Pois tenho esperança que no futuro será só uma lembrança.
E que em qualquer momento conseguirei apagar.
Talvez um dia na vida não será mais uma ferida que teima em me machucar.
Talvez um dia as coisas possam ser resolvidas.
Só não sei quando e quanto tempo isso há de tomar.
Mas não me preocupo mais.
Sussurrei ao vento forte e ele me trouxe uma brisa de paz.

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das Mães

Mãe.
Não somente uma palavra.
Uma definição, uma declaração.
Um coração sempre preparado para nos acolher. Uma super mulher, uma protetora.
Um ombro amigo, uma líder, uma fã. Seguidora de todos os nossos passos.
Aquela que em muitas situações se torna o colo para onde podemos voltar.
Sempre nosso lar. Nosso lugar seguro. A pessoa mais importante; o sentimento mais puro.
Que nos dá amor incondicional. Que luta por nós. Que chora, ri,compartilha.
Mãe.
Que com tantas frases podemos descrever.
Para muitos são todas iguais. Mas no fundo sabemos que são todas diferentes porque todas, em sua própria maneira, são especiais.
Mãe nem sempre é uma só. Ela pode ser vista como o amor de uma avó, de uma tia, de uma irmã, de uma madrinha... Então considere todos os dias como o dia das mães. Dê valor a todas as mulheres que dedicam suas vidas a transformar vidas. Enxergue os pequenos gestos. Aprecie todos os momentos.
Ame-a. Agradeça.
Abrace sua mãe. Seja ela quem for.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Cante pra mim

Cante pra mim meu amor...
Nossa última canção.
Toque o meu coração.
Suavize minha dor.
Uma canção de ninar para os meus sentimentos.
Cante pra mim meu amor...
E faça ao mesmo tempo minha mente voar.
Nas cordas de seu violão, só quero paz.
Quero sonhar.
Fale pra mim meu amor.
As coisas que eu quero escutar.
Deixe pra mim meu amor.
Espaço para respirar e viver.
Não me absorva em você.
Não deixe eu me esquecer de mim.
Cante pra mim meu amor...
Mas por favor não me encante.
Pois eu sei que não queres romance.
Nem de mim nem de ninguém.
Não jogue fora esse alguém.
Que te dá colo e consolo.
Mas não me engano mais meu amor...
E te peço que cante por favor...
Pois poderá ser a última vez.
Pois nossos caminhos se separam com o tempo.
E eu não olharei para trás.
Você teve mais do que quis no passado e hoje nada sobrou.
O desperdício fechou as portas.
Meu coração esta virando as costas pra você.
Faça o seu melhor meu amor...
Talvez assim você possa me reconquistar...

Ouvindo...

Preciso me encontrar - Cartola

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra nao chorar.

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra nao chorar.

Quero assistir o sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer quero viver...

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra não chorar.

Se alguem por mim perguntar,
Diga que eu só vou voltar,
Depois que eu me encontrar...

Quero assistir o sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer quero viver...

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra nao chorar.

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra nao chorar.

Só algumas palavas

Estou triste, estou séria.
Difícil constatação. Pois leva a implicações que não quero aceitar.
Não sei o que fazer nesse momento. Não por inteiro.
Já tenho limites e concepções mas não tenho coragem para os praticar.
Eu já sofri muito. Já estou cansada.
Já não vejo caminho que possa me ajudar.
E guardar dentro do peito todo esse sentimento como se fosse um fardo do qual não posso me afastar.
Garantias não há. Pelo menos nenhuma boa.
Meu coração permanecerá sozinho.
Melhor do que rejeitado.
Melhor do que pisado e espezinhado.
Melhor ainda vivo e sentindo do que amargamente morrendo de desgosto.
E se as decisões que vierem no caminho me guiarem pra longe...
Não reclamo. Vou feliz. Desabafo.
Se necessário me afasto.
Sumo e finjo que não existo.
Aprendi com ele.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Hoje... Falar...

Hoje falo de saudades.
Hoje falo de perdas.
Hoje falo de coragem.
Hoje não falo frivolidades.
Hoje falo de beleza.
Hoje falo de mulher.
Hoje falo das certezas.
Hoje falo das tristezas.
Hoje em homenagem ao aniversário de minha mãe.
Hoje relembrando os momentos.
Hoje sentindo novamente a dor.
Hoje esperando um milagre de amor.
Hoje remexendo o coração.
Hoje com as lágrimas no chão.
Hoje repassando minha vida.
Hoje remexendo nas feridas.
Hoje querendo receber o carinho.
Hoje entre todos os dias chorando de amargor.
Hoje refazendo os meus passos.
Hoje deixando-me levar.

Ouvindo...


Tema de não quero ver você ficar triste
Marisa Monte e Erasmo Carlos

(Marisa):
Sente o céu, repara o mar
Há muito mais pra eu te mostrar
Não chore não, não fique triste assim
Eu te amo tanto que o teu pranto fez-se canto pra mim
Sorria, por favor
Tenha esperança
Lalaia...

(Erasmo):
Que é que você tem?
Conta pra mim...
Não quero ver você triste assim
Não fique triste!
O mundo é bom; a felicidade até existe
Enxugue a lágrima, pare de chorar
Você vai ver que tudo vai passar
Você vai sorrir outra vez
Que mal alguém lhe fez?
Conta pra mim!
Não quero ver você triste assim...

(Marisa):
Sente o céu e esse luar
Que eu quero ver no teu olhar
Eu só queria ter você pra mim
Eu te amo tanto que o meu pranto fez-se canto pra mim
Sorria, por favor
Tenha esperança
Lalaia...

(Erasmo):
Olha
Vamos sair
Prá que saber aonde ir
Eu só quero ver você sorrir
Enxugue a lágrima
Não chore mais!
Olha que céu azul, azul até demais
Esqueça o mal
Pense só no bem
Que assim a felicidade um dia vem
Agora uma canção
Canta pra mim
Não quero ver você tão triste assim.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sigo em frente ou fico pra trás?

Tudo parece passar muito rápido. Meus olhos não conseguem acompanhar.
Minha vida esta nas minhas mãos. Sinto bater o meu coração.
E eu em câmera lenta vendo pessoas, paisagens...
Estão todos indo embora e eu ficando pra trás.
E de repente tudo para. E eu me vejo no meio dessa multidão de desconhecidos.
Desse amontoado de mãos tentando me alcançar.
Também faço parte da vida.
Também sou parte da máquina.
E com uma palavra minha tudo se inverte.
Os outros são lentos. Os outros estão pra trás.
E não mais me veêm.
E no instante em que desejo parar novamente.
Pronto. Tudo normal.
A cabeça confusa. Meio fora de compasso.
E o tempo estagnado.
Parado. E a mesma escolha a minha frente.
Sigo em frente ou fico pra trás?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Divagando...

Por onde começar dessa vez?
As coisas que eu estou pensando estão perdendo o sentido. Porque a cada vez que escuto uma declarada verdade, vem o mundo e prova que ela nunca foi e nunca vai ser absoulta. Eu tenho consciência de que palavras jogadas ao vento podem tomar qualquer direção. Mas o pior é que elas podem adquirir qualquer sentido também.

Já joguei fora muitas crenças pois sei que como humanos estamos pendentes ao erro. Aquele que for inteligente aprenderá a não repetí-lo. Talvez possa até mudar os resultados de uma mesma situação. Dúvida: Estamos fadados a nos repetir? Nos enganar? Fechar os olhos? Já desistir de tentar evitar o inevitável. Mas continuo tentando controlar o que esta ao meu alcance.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Antigamente...

Aonde foi parar o cavalherismo?
Aonde foram parar os homens que nossas mães e avós tanto elogiavam?
O tipo de homem, hoje praticamente extinto, que faziam suspirar os corações?
Onde estão os homens de boa educação?
Eu quero saber o que aconteceu ao ideal do príncipe encantado.
Aquele que apreciava 'fazer a corte' a moça desejada.
Aquele que expressava sentimentos através de cartas e declarações de amor.
Aquele que se emocionava ao saber do amor correspondido.
Aquele que abria portas, segurava na mão, carregava nos braços.
O que sabia de suas obrigações e planejava a família.
O que era feliz por estar com, por ser par de, por ter em sua companhia: uma boa mulher.
Aonde foi parar o amor romântico?
Aonde foram parar os conteúdos?
Porque se contentar apenas com esse absurdo de aparências?
Eu quero saber o que aconteceu ao direito de sonhar e fantasiar.
Quero saber porque o fato de acreditar em amor virou motivo de chacota.
Porque um deve ser considerado ingênuo ou até mesmo burro só pq quer um abraço, um beijo, umas palavras cheias de sentimento.
Acho que minh'alma é velha demais.
Confesso que não quero aceitar esse modernismo.
Não quero ser essa mulher forte e independente.
Só quero alguém do meu lado.
Mais forte e independente do que eu.
Quero meu cavalheiro.

A muher comum

A mulher comum. Não é uma super mulher.
Não é o que quer ser. Muito menos o que você quer.
Ela é simples, é meiga e de bom coração.
Tenta muitas vezes segurar o mundo com as mãos.
Tenta ver, ouvir, tocar, falar e sentir mais do que pode.
Mais do que deve.
Acha que pode fazer tudo.
É a típica mulher.
A que esta todos os dias do seu lado.
Cuida, protege, apóia.
É a segurança e a prova da verdade.
A mulher comum é a realidade.

sexta-feira, 26 de março de 2010

De novo: O amor!

Hoje li uma crônica que falava de amor.
Da falta de amor. Aquele amor à moda antiga.
Amor de mãos dadas, bobo e sem noção.
Amor sem preconceitos, sem fronteiras, sem barreiras.
Amor responsável, compreensivo, amigo.
Já falei tanto desse amor.
Já usei muito as mesmas palavras.
Já usei até as mesmas frases.
Desse amor eu nunca canso.
Das demonstrações de carinho.
De um beijinho na mão.
De um telefonema apressado cheio de saudades.
De umas risadas pra descontrair.
Aquele amor sem vergonha.
Que grita que ama.
Daquele amor que chora.
Daquele amor que fica sentido, magoado.
Que fica alegre e despreocupado.
Aquele amor que é pra sempre.
Parafraseando: Amor inteligente...
Pois sabe que pra sempre é o esforço que faz.
Pra sempre é pra quem luta e protege.
Pra quem conversa e resolve.
Pra quem decide que quer sempre mais.

terça-feira, 23 de março de 2010

Acordei do lado errado da cama 2

Amigo? Alguém? Não? Qualquer um? Hein?
É. Admito. Acordei do lado errado da cama hoje.
Não foi um dos meus melhores dias...
Mas o que fazer, a eterna dúvida, o que fazer?
Quando a vontade de chorar, a de gritar, a de quebrar alguma coisa...
Essas vontades são as que te enchem a cabeça?
Todos mundo tem seus dias depressivos.
Um dia tão pra baixo que ficar na cama enrolada num lençol é a salvação da pátria.
Você tem sentimentos mistos. Quer e não quer amigos do seu lado.
Não. Corrigindo. Você sabe que quer uma companhia específica.
Qualquer outra por favor não passe pela porta.
Não tenho dinheiro pra repor tudo que no momento estiver no alcance da mão e que com certeza vai ser arremessado, não importando a direção.
Pareço uma louca? Por favor considere o ditado: Cão que ladra não morde.
Meu escape, minha escrita, meus textos...
Hoje meu refúgio... minhas palavras... meus mais privados pensamentos.
Já pensou se eu fosse daquelas que gostasse de ser misteriosa?
Hahaha! Piada! Eu, esse livro escancarado, tentando fingir, guardar...
É mesmo pra rir... hahaha!

Acordei do lado errado da cama

Sempre o que é mais fácil. O que esta ao alcance do olhar ou da mão.
Fazer um esforço é muito improvável.
Como assim? Ligar, dar notícias, se importar, considerar?
É como se fosse um objeto. Um descartável qualquer.
Usar e joga fora. E porque não se "tem mais dentro da embalagem".
E ainda há aqueles que acham normal agir dessa forma.
Inventam desculpas e se denominam displicentes.
"Olha, eu sou assim mesmo, desligado..."
"O meu anjo, desculpa viu, esqueci"
Sorrisinho amarelo, atencioso (temporariamente até reganhar a confiança).
Pois é. Comigo não resolve mais.
Se fosse um só. Se fosse uma única vez.
Não quero mais. Não gosto disso.
Me sinto como uma idiota.
E sabe o que é pior: é ter confirmação de um monte de pensamentos.
Daqueles que vêm a sua mente assim que você conhece o cara.
E antes que haja uma idéia errada, estou só na parte da "amizade".
Se o assunto for sexo então...
Não sei o que mais me chateia.
Resolvi por no "ignore" e essa atitude deixa a cada dia mais claros os fatos.
Fato: não adianta tentar se enganar. A maioria dos caras que eu conheci durante a vida era uma bando de aproveitadores, todos em sua dose, todos a sua maneira.
Fato: Não posso deixar isso afetar minha sociabilidade. Até pq acredito que um dia encontrarei um que mesmo tirando proveito, saiba retribuir. (uma relação equilibrada)
Fato: Se falar faz um favor, se não falar faz dois. Cansei de bancar a boazinha.
Fato: Cansei de mágoas. Analisar o x da questão e desabafar sobre é muito melhor.
Mesmo que pareça ingenuidade e contradiga esse texto inteiro, gosto de acreditar na bondade das pessoas. Mas para salvaguardá-lo digo apenas que infelizmente tenho feito isso muito raramente. Uma pena.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Feliz

E me pergunto se serei feliz...
E quanto mais me pergunto mais esconde-se de mim a resposta.
A imaginação me leva a passear pelos bosques do esquecimento.
E pelo jardim das lembranças.
E o céu tão azul com um sol tão brilhante...
Uma brisa tão morna que chega a ser acolhedora.
E mesmo que as respostas óbvias e rápidas me escapem o pensamento,
é a reflexão que traz alívio.
Eu escuto o som dos pássaros a cantar e me perco na melodia.
Não há nada mais importante no momento.
Respiro fundo e agradeço.
É um dia muito bonito.
Uma paz impressionante.
E inesperadamente, após sentar na grama e sentir o cheiro da terra,
Aparentemente sem motivo começo a sorrir.
Então descubro a minha resposta...
Sim... sou feliz e assim continuarei.

sábado, 13 de março de 2010

Batidas...

Tum, tum, tum...
Distante e fraco...
Tum, tum, tum...
Persistente, teimoso...
Tum, tum, tum...
Acho que no fundo sei que ouço...
Esse eco que escuto vem de dentro ou de fora?
É o vazio dentro do corpo?
Um espaço em branco, não utilizado...
Uma folha esperando a escrita da vida.
Cada palavra errada deixa uma marca definitiva.
Ai, ai... Esse nada que permanece...
A solidão que estranhamente não incomoda.
Não há com o que sentir.
Resolvi que tenho que crescer um coração novo.
Urgente!
Talvez recuperar um pouco do tempo perdido.
Mas como pensar em tempo, se ele mesmo não faz sentido?
Pois, se me falam de passado, respondo sobre o presente.
E se me falam de futuro, respondo que depende do que fiz no passado.
É na verdade sei que ouço...
Meu coração... O antigo...
Só que virou costume ignorar...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ele...

Enquanto a noite passa eu fico aqui vigiando...
Sem dormir, preocupada, assustada...
E de vez em quando vou olhar, ver se esta tudo bem.
O medo agora é constante.
É um companheiro de todas as horas.
É uma vozinha na cabeça.
E por isso, não consigo descansar.
Fica difícil. Quase impossível.
Pq eu sei que só vou me deitar quando estiver exausta.
E amanhã o dia começará cedo demais.
A noite terá sido outra vez, curta demais.
Mas não me importo de proteger.
Acompanhar...
Faço isso pq pra mim é a única opção.
Não considero qualquer outra alternativa.
Minha missão é zelar.
Ajudar, Iluminar, Dar forças.
Estar sempre ao lado enquanto ele precisar.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ouvindo...

Malemolência - Céu

Veio até mim
Quem deixou me olhar assim
Não pediu minha permissão

Não pude evitar
Tirou meu ar
Fiquei sem chão

[Refrão 4x]
Menino bonito, menino bonito, ai
ai menino bonito, menino bonito ai

É tudo o que eu posso lhe adiantar
O que é um beijo
Se eu posso ter teu olhar
Cai na dança, cai
Vem pra roda da malemolência

Sono de menino

Quando te vejo dormindo sinto tanta paz.
Te deixo ficar no seu mundo meu amor fugaz.
Meu infinito passageiro...
Meu inconstante companheiro.
Compreensivo, meu amor proibido...
Quem sabe meu primeiro?
E num sorriso tímido conquista meu ser.
E a cada abraço apertado não sei o que fazer.
Ah! meu menino oculto, disfarçado.
Atrapalhado, descuidado...
Acorda pra me dizer...
Como te ter sempre ao meu lado.

Psiu...

Vem cá meu amor.
Vem aqui meu bem querer.
Se aconchegue no meu ser.
Mostre a mim o seu semblante.
Diga palavras de amante.
Mas não me julgue só luxúria.
Me beije e considere aventura...
...Capture meu coração.
Vem cá meu anjo.
Deixa eu te fazer um carinho.
Faça de mim o seu ninho.
O seu retorno ao lar.
Vem cá meu nego.
Tira de mim o sossego.
Mas me deixa acreditar.

Amor

Sobre o amor o que mais dizer.
O que mais discutir?
Acabaram-se as palavras.
Sobre o amor é melhor demonstrar.
É melhor provar e aproveitar.
Sentimento engraçado esse tal de amor.
Uns dias mais forte outros mais fraco.
Não se decide a ficar quieto, a ficar parado.
Relaxar então...
Inquieto esse tal... Calor...
Esse aí... Ardor...
Clamor... Fogo intermitente...
Sim, muito inconstante...
Esse tal amor.

Ela que vem e vai

E de repente inspiração.
E respiração. Rápida ou lentamente.
A claridade e o brilhantismo.
E talvez poucas palavras.
Poucos gestos e poucas atitudes.
Mas provável efemeridade.
Assim feita e desfeita em um piscar de olhos.
E auto-suficiência.
Sem garantias.
Já se foi. Mas não em vão.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pois é... Quem liga?

Estou pronta pra amar novamente. Estou pronta pra sentir novamente. Pronta pra deixar fluir. Pra deixar acontecer. Pronta pra enxergar. Pronta pra descobrir. E esquecer que há consequências, que há deveres... obrigações.
Ah o que eu faria só pra ter um ventinho de esperança de que as coisas seriam como as desejo. Ah o que eu deixaria de fazer só pra ter o caloroso vendaval de amor que invade o coração dos apaixonados...
Se eu anunciar ao mundo que meu coração esta de portas abertas, maior que o mundo... Esta sorrindo mesmo dentre as dificuldades que a vida insiste em impor... Meu coração esta criança novamente, inocente, ingênuo...
Talvez um pouco marcado, manchado... Mas quem liga?
Quando as posssibilidades são as de uma alegria, felicidade, contentamento desmedido, quem liga?
E se eu tiver que esperar pelo objeto de minha afeição, quem liga?
E se ele demorar pra chegar, quem liga?


domingo, 21 de fevereiro de 2010

As fases

As fases da vida não são tão definidas quanto nós pensamos ou queremos que elas sejam. Não têm número determinado, início ou fins calculados. São fases, são temporárias, são imensuráveis. São as situações mais diversas. São os sentimentos mais improváveis. São as pequenas coisas com que temos que lidar para amadurecer.
São as pessoas que passam por nossa vida e sem saber deixam uma marca com a qual não podemos conviver. São as pessoas que passam quando tudo que queremos é que voltem e fiquem. São as amizades. São os amores. São a satisfaçao ou a insatifação.
São as palavras que deixamos fluir em nossa mente através de um livro, de uma música, de um filme. Um gesto simples. São as fases que esperamos que cheguem e que vão embora. São as justificativas para o começo e para o término. São a formação de nosso caráter e personalidade. De nossa visão sobre a vida e sobre o que fazer dela.
São a beleza e a feiúra. A distorção e a resolução. São todas as primeiras vezes da vida. São o tempo apaixonado, de coração aberto e bem cuidado. São as importâncias e os supérfluos. São as brincadeiras e o sério.
Não. É fato. As fases da vida não são definidas. Elas se repetem. Não existe ordem. Mas considerando seus esnsinamentos... Até que poderíamos aproveitar as boas um pouco mais e aprender com as ruins um pouco mais também.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Meu conto de fadas

As vezes mesmo já tendo vivido o que já vivi ainda me encontro com a vontade absurda de que meu conto de fadas se realize de um minuto pra outro, que meu princípe encantado se materialize na minha frente e me resgate da vida cruel, dos amigos, das pessoas, das situaçãoes cruéis. Imagino que com o tempo já deveria ter perdido a esperança, me desiludido e chorando, recostado num canto de parede esperando o tempo passar.
Se eu disser que já fiz tudo isso, já fui ao inferno e voltei, e mesmo assim ainda pareço uma boba quando assisto um filme romântico...Dá pra acreditar? Ainda sonho acordada, sorrio sozinha, me surpreendo com pequenas coisas...
Ai ai... Uma boba, romântica incorrigível, um coração tão mole e cheio de amor.
E talvez uma insegura que precise de um telefonema no fim do dia só pra ouvir "que tá tudo bem, meu amor, boa noite".
E talvez uma ansiosa que precise de um abraço de vez em quando e um beijo na testa e um sorriso.
E talvez alguém que precise de outro que tenha paciência pra me escutar ou me ver chorar.
Um gostar por gostar. Um amor sem muitas cobranças. Um amor verdadeiro... seja lá como for.
Um sentir diferente... Uma segurança... Uma presença constante.
Um conselheiro, companheiro mesmo.
Meu conto de fadas teima em me fazer sofrer...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Hoje tô mal...

Por que não ter paz? Quando esta, em teoria, seria tão fácil de obter.
Por que esta reviravolta que não nos deixa dormir ou pensar direito?
Que impossibilidade é essa que nós deixa de mãos atadas?
Que obstáculos são esses que nos deixam incapazes de realizar, de acontecer?
Essa montanha russa de sentimentos... Não quero mais.
Quero descer... Estou cansada... Exausta até.
Não sei se tenho mais forças pra estar bem o tempo todo.
Mas não quero mais me sentir mal.
O que fazer?
Não quero reclamar da vida. Pelo que não tenho ou ainda não consegui.
Não quero sofrer por antecipação.
Não quero ficar amarga.
Não quero chorar...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Temos que...

Você tem que ouvir. Tem que prestar atenção. Tem que estar concentrado. Tem que refazer seus atos, seus passos, sua vida.
Você tem que ver. Tem que comprovar pra valer. Tocar, sentir e acreditar.
Você tem que falar. Qualquer palavra, frase ou parágrafo. Aqueles bem marcados na memória.
Aqueles que fazem parte da história.
Você tem que chorar. Por pra fora. Desabafar.
Você tem que sorrir. Assim que acordar. E fazer de seu dia um ótimo dia.
Atrair o bem e o bom.
Você tem que andar. Tem que ir a lugares. Tem que seguir caminhos.
Se não quiser, não olhe pra trás. É mais difícil largar antigos hábitos. Então é melhor evitar as amarras do costume e do falso conforto.
Você tem que correr. O tempo passa muito rápido. Não há como se arrepender.
Você tem que aprender. A mudar. A adaptar-se. A tornar-se flexível.
Você tem que escolher. Todos os dias da sua vida.
Escolha a diferença. Escolha se emocionar, gritar, cantar, pular, viver como quiser.
Escolha o que é melhor pra você.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"Está na minha natureza"

Já perdi as contas de quantas vezes, ou melhor, de quantas palavras foram dedicadas, entre outros assuntos, a amores não correspondidos desde o começo do meu desabafo através do blog.
Não sei dizer se foi desperdício, desespero, desilusão ou qualquer outro sentimento similar. Não sei medir os meus momentos de sofrimento ou os meus momentos de depressão. Não tento me lembrar dos fatos passados pois acho que de certa forma já foram superados.
Mas aqui estou eu novamente para falar de que as vezes por mais que se tente, por mais que minha natureza me faça optar sempre por acreditar no lado bom das pessoas, por melhores que sejam minhas intenções e meus idealismos...
Não há como evitar...
Não podemos impedir que a ação de terceiros nos afete, como não podemos evitar a situação inversa. Não é da natureza humana pesar suas atitudes. Mas com certeza gostaria que assumir e lidar com as consequências fosse.
Entendo que o mundo não pode agir segundo minhas vontades, nem a maioria das pessoas pode agir como eu. Ainda espero ter o mesmo tipo de perguntas e respostas. Ainda espero franqueza e sinceridade. Atitude séria e não covardia. Respeito e consideração ao invés de mentiras e falsidades.
Fato: Não conseguimos tudo o que queremos do jeito que queremos. Mas olhando a fundo nossas vidas, sem medo do que em nossa história há para acharmos, veremos que temos, sim, o que precisamos. Temos nossos momentos de tristeza e alegria. Temos a punição e a recompensa. Temos a correria e a tranquilidade. E eu, particularmente, tenho todas as minhas dúvidas esclarecidas.
É bem verdade também que tenho muito aprender ainda. Muita aresta pra acertar. Tenho que praticar a boa e amiga paciência.
Todos os dias são de aprendizado. Não preciso me aborrecer com o que não posso controlar. Cada pessoa tem sua opinião. Posso me decepcionar mas, ainda assim, não há lugar para a tristeza ou a raiva. Talvez um pouco de frustração afinal ninguém esta imune a algum tipo de reação. Ninguém pode ignorar a própria personalidade. Ninguém consegue suprimir suas crenças.
Já falei muito que estava cansada. Não sabia de que, como tinha começado... Acho que não importava. Posso dizer agora que meu cansaço era mais impaciência. Que de uns tempos pra cá o simples fato de aceitar quem eu sou, minhas origens, personalidade, caráter... Bem, vamos dizer que uma certa fábula* me fez ver que não se pode evitar, mudar o que temos dentro.
Então resolvi me abraçar e me deixar ficar. Não importa se me virem como uma sonhadora, uma romântica, uma boba que tem um coração maior que os braços...
Pela primeira vez em minha vida estou bem. Não sei definir minha felicidade. Pode não ser entendida pela minha perspectiva. Mas posso dar uma dica (serve como meu guia): estou em paz porque quero estar. O mundo pode estar desabando ao meu redor. Só tenho que lembrar que passa. Que é temporário e que não podemos nos deixar influenciar demais. Sigo tentando fazer a minha parte acreditando que amanhã será melhor que hoje.


* Fábula "O sapo e o escorpião"

Num dos lados do riacho o escorpião pediu ajuda ao sapo para passar para a outra margem. O sapo anuiu e começaram a atravessar.

A meio do percurso o escorpião picou o sapo com o seu espigão, largando o seu veneno.
O sapo começou a sucumbir, mas ainda encontrou força para perguntar:

– Porque me fizeste isso, mesmo sabendo que poderás não chegar ao outro lado sem a minha ajuda?

O escorpião desculpou-se, acrescentando, está na minha natureza!


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ouvindo...

A sua - Marisa Monte

Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

To com sintomas de saudade
To pensando em você
Como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

Eu só quero que você caiba
No meu colo porque
Eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás

To com sintomas de saudade
To pensando em você
Como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem
Porque eu te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Quando o ano começa

Há um anjo em minha vida.
Um grande protetor. Um amigo.
Há esperanças novas que surgem em meu coração.
Há esperanças de melhoras e resoluções.
Há fé. Há perseverança. Há atitude.
Há uma grande possibilidade de mudança.
Joga-se fora o cansaço, o desânimo e a impaciência.
Esquece-se de todas as mágoas.
Tudo de ruim que aconteceu foi processado e arquivado.
Não há porque manter algumas coisas vivas em nossa memória.
Esse anjo tão bondoso que todos os dias me acompanha...
...me diz que eu devo agir com amor.
Que não devo esperar retorno, agradecimento de todos.
Aqueles que souberem dar valor, estarão sempre ao meu lado.
Esses serão importantes em minha vida.
Farão diferença.
Não há porque duvidar.
Não há porque temer.
Não há porque chorar.
Eu confesso que não é fácil.
Viver dessa maneira... aberta ao mundo.
O costume sempre foi me fechar para me proteger.
Mas é um novo ano, então posso reservar um tempinho para tentar algumas coisas novas.
Dizem que o ser humano é feito de experiências.
Só espero que as minhas fiquem mais pro lado da alegria e bondade do que da triteza e dificuldade.
Quero mais felicidades...