sexta-feira, 26 de março de 2010

De novo: O amor!

Hoje li uma crônica que falava de amor.
Da falta de amor. Aquele amor à moda antiga.
Amor de mãos dadas, bobo e sem noção.
Amor sem preconceitos, sem fronteiras, sem barreiras.
Amor responsável, compreensivo, amigo.
Já falei tanto desse amor.
Já usei muito as mesmas palavras.
Já usei até as mesmas frases.
Desse amor eu nunca canso.
Das demonstrações de carinho.
De um beijinho na mão.
De um telefonema apressado cheio de saudades.
De umas risadas pra descontrair.
Aquele amor sem vergonha.
Que grita que ama.
Daquele amor que chora.
Daquele amor que fica sentido, magoado.
Que fica alegre e despreocupado.
Aquele amor que é pra sempre.
Parafraseando: Amor inteligente...
Pois sabe que pra sempre é o esforço que faz.
Pra sempre é pra quem luta e protege.
Pra quem conversa e resolve.
Pra quem decide que quer sempre mais.

terça-feira, 23 de março de 2010

Acordei do lado errado da cama 2

Amigo? Alguém? Não? Qualquer um? Hein?
É. Admito. Acordei do lado errado da cama hoje.
Não foi um dos meus melhores dias...
Mas o que fazer, a eterna dúvida, o que fazer?
Quando a vontade de chorar, a de gritar, a de quebrar alguma coisa...
Essas vontades são as que te enchem a cabeça?
Todos mundo tem seus dias depressivos.
Um dia tão pra baixo que ficar na cama enrolada num lençol é a salvação da pátria.
Você tem sentimentos mistos. Quer e não quer amigos do seu lado.
Não. Corrigindo. Você sabe que quer uma companhia específica.
Qualquer outra por favor não passe pela porta.
Não tenho dinheiro pra repor tudo que no momento estiver no alcance da mão e que com certeza vai ser arremessado, não importando a direção.
Pareço uma louca? Por favor considere o ditado: Cão que ladra não morde.
Meu escape, minha escrita, meus textos...
Hoje meu refúgio... minhas palavras... meus mais privados pensamentos.
Já pensou se eu fosse daquelas que gostasse de ser misteriosa?
Hahaha! Piada! Eu, esse livro escancarado, tentando fingir, guardar...
É mesmo pra rir... hahaha!

Acordei do lado errado da cama

Sempre o que é mais fácil. O que esta ao alcance do olhar ou da mão.
Fazer um esforço é muito improvável.
Como assim? Ligar, dar notícias, se importar, considerar?
É como se fosse um objeto. Um descartável qualquer.
Usar e joga fora. E porque não se "tem mais dentro da embalagem".
E ainda há aqueles que acham normal agir dessa forma.
Inventam desculpas e se denominam displicentes.
"Olha, eu sou assim mesmo, desligado..."
"O meu anjo, desculpa viu, esqueci"
Sorrisinho amarelo, atencioso (temporariamente até reganhar a confiança).
Pois é. Comigo não resolve mais.
Se fosse um só. Se fosse uma única vez.
Não quero mais. Não gosto disso.
Me sinto como uma idiota.
E sabe o que é pior: é ter confirmação de um monte de pensamentos.
Daqueles que vêm a sua mente assim que você conhece o cara.
E antes que haja uma idéia errada, estou só na parte da "amizade".
Se o assunto for sexo então...
Não sei o que mais me chateia.
Resolvi por no "ignore" e essa atitude deixa a cada dia mais claros os fatos.
Fato: não adianta tentar se enganar. A maioria dos caras que eu conheci durante a vida era uma bando de aproveitadores, todos em sua dose, todos a sua maneira.
Fato: Não posso deixar isso afetar minha sociabilidade. Até pq acredito que um dia encontrarei um que mesmo tirando proveito, saiba retribuir. (uma relação equilibrada)
Fato: Se falar faz um favor, se não falar faz dois. Cansei de bancar a boazinha.
Fato: Cansei de mágoas. Analisar o x da questão e desabafar sobre é muito melhor.
Mesmo que pareça ingenuidade e contradiga esse texto inteiro, gosto de acreditar na bondade das pessoas. Mas para salvaguardá-lo digo apenas que infelizmente tenho feito isso muito raramente. Uma pena.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Feliz

E me pergunto se serei feliz...
E quanto mais me pergunto mais esconde-se de mim a resposta.
A imaginação me leva a passear pelos bosques do esquecimento.
E pelo jardim das lembranças.
E o céu tão azul com um sol tão brilhante...
Uma brisa tão morna que chega a ser acolhedora.
E mesmo que as respostas óbvias e rápidas me escapem o pensamento,
é a reflexão que traz alívio.
Eu escuto o som dos pássaros a cantar e me perco na melodia.
Não há nada mais importante no momento.
Respiro fundo e agradeço.
É um dia muito bonito.
Uma paz impressionante.
E inesperadamente, após sentar na grama e sentir o cheiro da terra,
Aparentemente sem motivo começo a sorrir.
Então descubro a minha resposta...
Sim... sou feliz e assim continuarei.

sábado, 13 de março de 2010

Batidas...

Tum, tum, tum...
Distante e fraco...
Tum, tum, tum...
Persistente, teimoso...
Tum, tum, tum...
Acho que no fundo sei que ouço...
Esse eco que escuto vem de dentro ou de fora?
É o vazio dentro do corpo?
Um espaço em branco, não utilizado...
Uma folha esperando a escrita da vida.
Cada palavra errada deixa uma marca definitiva.
Ai, ai... Esse nada que permanece...
A solidão que estranhamente não incomoda.
Não há com o que sentir.
Resolvi que tenho que crescer um coração novo.
Urgente!
Talvez recuperar um pouco do tempo perdido.
Mas como pensar em tempo, se ele mesmo não faz sentido?
Pois, se me falam de passado, respondo sobre o presente.
E se me falam de futuro, respondo que depende do que fiz no passado.
É na verdade sei que ouço...
Meu coração... O antigo...
Só que virou costume ignorar...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ele...

Enquanto a noite passa eu fico aqui vigiando...
Sem dormir, preocupada, assustada...
E de vez em quando vou olhar, ver se esta tudo bem.
O medo agora é constante.
É um companheiro de todas as horas.
É uma vozinha na cabeça.
E por isso, não consigo descansar.
Fica difícil. Quase impossível.
Pq eu sei que só vou me deitar quando estiver exausta.
E amanhã o dia começará cedo demais.
A noite terá sido outra vez, curta demais.
Mas não me importo de proteger.
Acompanhar...
Faço isso pq pra mim é a única opção.
Não considero qualquer outra alternativa.
Minha missão é zelar.
Ajudar, Iluminar, Dar forças.
Estar sempre ao lado enquanto ele precisar.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ouvindo...

Malemolência - Céu

Veio até mim
Quem deixou me olhar assim
Não pediu minha permissão

Não pude evitar
Tirou meu ar
Fiquei sem chão

[Refrão 4x]
Menino bonito, menino bonito, ai
ai menino bonito, menino bonito ai

É tudo o que eu posso lhe adiantar
O que é um beijo
Se eu posso ter teu olhar
Cai na dança, cai
Vem pra roda da malemolência

Sono de menino

Quando te vejo dormindo sinto tanta paz.
Te deixo ficar no seu mundo meu amor fugaz.
Meu infinito passageiro...
Meu inconstante companheiro.
Compreensivo, meu amor proibido...
Quem sabe meu primeiro?
E num sorriso tímido conquista meu ser.
E a cada abraço apertado não sei o que fazer.
Ah! meu menino oculto, disfarçado.
Atrapalhado, descuidado...
Acorda pra me dizer...
Como te ter sempre ao meu lado.

Psiu...

Vem cá meu amor.
Vem aqui meu bem querer.
Se aconchegue no meu ser.
Mostre a mim o seu semblante.
Diga palavras de amante.
Mas não me julgue só luxúria.
Me beije e considere aventura...
...Capture meu coração.
Vem cá meu anjo.
Deixa eu te fazer um carinho.
Faça de mim o seu ninho.
O seu retorno ao lar.
Vem cá meu nego.
Tira de mim o sossego.
Mas me deixa acreditar.

Amor

Sobre o amor o que mais dizer.
O que mais discutir?
Acabaram-se as palavras.
Sobre o amor é melhor demonstrar.
É melhor provar e aproveitar.
Sentimento engraçado esse tal de amor.
Uns dias mais forte outros mais fraco.
Não se decide a ficar quieto, a ficar parado.
Relaxar então...
Inquieto esse tal... Calor...
Esse aí... Ardor...
Clamor... Fogo intermitente...
Sim, muito inconstante...
Esse tal amor.

Ela que vem e vai

E de repente inspiração.
E respiração. Rápida ou lentamente.
A claridade e o brilhantismo.
E talvez poucas palavras.
Poucos gestos e poucas atitudes.
Mas provável efemeridade.
Assim feita e desfeita em um piscar de olhos.
E auto-suficiência.
Sem garantias.
Já se foi. Mas não em vão.