terça-feira, 22 de junho de 2010

Carta para Julieta

Olá Julieta,

Escrevo para dizer que estou com medo. Não sei como parar de chorar mas acho que esqueci de como sorrir. Os dias passam e tenho a sensação de afundar. Procuro tirar foças não sei de onde. A verdade é que ainda choro por ele. Que só consigo enxergá-lo. Não vejo mais ninguém. E sinto dor, muita dor. As vezes sinto que meu coração pára de bater. Sinto que assim tem paz por um segundo, descansa por um efêmero momento. Claro que a ausência de batidas significa não sentir, não passar pelo que passo. De todas as maneiras o que mais desejo é esquecer. Engolir, ocultar, reprimir as lágrimas.
Não tenho paz pois convivo com o omitir. Não tenho mais consciência do que é amor. Preciso de cuidados como qualquer bebê que esta nos seus primeiros passos. Tenho medo que meu fingir se torne regra. Que eu me perca. Que deixe de ser eu.
Ah minha amiga de sofrimento, sinto inveja pois amaste um amor fulgaz mas correspondido. Declaraste ao mundo de maneira irrefutável que eras só de Romeu e ele o declarou ser só teu. Um amor romântico, possível, vivido. Um amor querido.

Responde-me pois preciso de tuas palavras de apoio. E reza, vibra por mim. Para quem sabe num futuro próximo, seja eu capaz de declarar também a alegria que um amor pode trazer.

Com carinho...

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