sexta-feira, 3 de junho de 2011
Vem o choro
Vem a vontade de espalhar aos quatro ventos.
Vem a vontade de se perder no meio do caminho.
E sem forças desfalecer no chão de terra e olhar para o céu azul acima.
Com a angústia que muitas vezes disfarçada vem o choro.
Vem a vontade de olhar sem parar.
Vem a vontade de abraçar e cuidar.
Querer e amar. Viver e Gostar.
Com a verdade das palavras ditas vem o choro.
Vem a mágoa escondida.
Vem a lágrima teimosa.
Defender sem saber do que e pra que.
Com seu toque amoroso vem o choro.
Saber que tenho e não tenho;
Que é meu e não é.
Aflição reprimida, sorriso amarelo, desentendimento singelo.
E sozinha vem o choro.
Vem acompanhado da lembrança que tenho de ti.
Das memórias que deixamos de fazer.
Dos momentos, dos tormentos... Sentimentos.
sábado, 28 de maio de 2011
Batida
A batida de um coração pisado, machucado, estraçalhado...
Por você...
Deixe eu te dizer.
Me ouça gritar.
Compartilhe minha dor.
Sofra comigo.
Não mandei você chegar aqui pra ficar.
Sim. A batida desse coração que já foi inocente e criança.
Outras vezes aceitei.
Dividi. Reparti. Quebrei.
Mas não mais.
Então vem aqui.
Fica do meu lado pra ouvir e aprender.
Que não haverão mais palhaçadas nesse palco.
Que a compreensão dos motivos deram vazão ao começo de um nova realidade.
É uma guerra
É uma batalha ganha e uma perdida.
É um momento de decisão.
Determinação proposital.
É uma guerra.
É uma escolha certa ou errada.
É a vida ou a morte.
A palavra ou o gesto.
É uma guerra.
É bravura ou covardia.
É solidão acompanhada.
Quando a multidão parece não contar.
É uma guerra.
É o crível e o absurdo.
É a chance e o começar.
De um em um... Passos.
Não há guerra
Não preciso de defesa do que não fiz.
Não quero planejar o impulso e perder a naturalidade.
Não quero regredir, me fechar ou odiar.
Para fora com essas coisas que só me fazem mal.
Para fora com esse ardor que teimar em queimar perto do coração.
Se eu pegar fogo, incendiar, que bem farei?
Não. Não aceito mais esses termos.
Não choro mais essas lágrimas.
Não guardo mais essas mágoas.
Não guardo mais nenhum mal.
Espero da verdade que ela venha à tona.
Entrego em mãos melhores que as minhas a direção de minha vida.
Respondo que ignoro coisas importantes.
Mas aprendo todos os dias um mais.
Já pensei e resolvi que sei o que não me apetece.
Gritarei se for necessário palavras bondosas.
A toda e qualquer pessoa que me deseje machucar.
Pretendo espalhar felicidade sem medidas.
Não desejo cutucar com a unha a ferida escondida.
Piscar os olhos e rever a vida.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Resignada
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Ufa!
domingo, 22 de maio de 2011
Aos amigos
terça-feira, 10 de maio de 2011
Dividir
Partilho experiências.
Mas como confiar?
Se não há estratégia como achar amigos verdadeiros?
Como lidar com as expectativas?
Se esperar demais, decepção.
E se não esperar?
Todos nós precisamos de amizades.
Falsas e verdadeiras. Porque não?
As figuras decorativas são úteis.
Elas são as lições de nossa vida.
Só é preciso comparar o que é melhor: quantidade ou qualidade?
Decida qual é o seu humor do dia.
Resolva quem você quer como companhia.
Quer sorrir? Se calar?
E quando resolvemos chorar?
Abrace sua vontade.
Reflexão (2)
Reflexão
Explosão
A necessidade de me expressar se faz presente.
E claro que com a palavra escrita mais leve eu fico.
Tudo desaparece e só existimos eu e meus pensamentos.
Rejeição, humilhação, opressão. De jeito nenhum.
A realidade e os fatos ou uma fantasia, uma ilusão. Conforto.
Passos à frente, mudanças a caminho. Pensamentos alheios.
Dói a dor
Quanto desejo de encontrar e abraçar.
Dar um sorriso deixando uma lágrima cair lavando a alma.
Esse meu coração que insiste em doer...
Dor tão grande que parecer nunca sumir.
Uma distração constante, um descompasso.
Uma canção triste no fundo da mente.
Delicadamente amargurada.
Concentrada ao extremo como um azedume sem fim.
Talvez desamor.
Uma atrapalhada sensação.
Amizade e ferida
O mundo mudou de lugar. Dá pra acreditar?
Aquele rosto familiar com o qual você contava virou um monstro, uma aberração.
Um estranho sem noção.
Nada é para sempre.
Muitas curvas aparecem num caminho que começou tão reto.
O fim aparece. E muitas vezes você nem sente doer.
Não tem que ser assim.
Tanto desentendimento, mágoa e dor.
Pra que correr o risco de acordar daquele sonho tão bonito.
Melhor deixar o tempo agir. Curar o coração.
Não há mal eterno que não possa ser retirado.
Deixe a razão ser maior que a emoção.
Por tudo que há de mais sagrado, deixe a raiva acalmar, a culpa sair, a angústia diminuir, a tristeza dissipar.
Faça seu coração trabalhar extra e bater de forma excepcional.
Nada de se ocupar com o que não vale a pena.
Perguntas... (2)
Ô Meu Deus! Que é que faço desse carnaval?
Que é que tenho pra resolver?
Que caminhos têm pra uma confusa como eu seguir?
Dá pra evitar as chateações? E se encontrar quem não quero ver?
Quero oportunidades para o novo.
Aprender a me desligar do velho.
Faço-me de idiota, me deixo enganar? A
bro um sorriso quando a lágrima quer descer?
Encaro e finjo felicidade?
Continuo, mesmo que não me sinta bem.
Perguntas...
Já me decidi e sei o que quero.
Preocupo-me em achar que o que tenho é pouco e que preciso de mais.
Egoísta que não sabe dividir.
Se acharem o que é meu devolvam, por favor.
Tenho a impressão de que coração foi junto no pacote.
E mesmo assim conseguindo juntar as partes, serei a mesma?
Que foi que eu perdi?
Em que lugar não procurou?
Quem me magoou?
Resolvi perder pra ganhar, sorrir pra não chorar, amar nunca odiar.
E apesar de pensar e refletir, nada fiz.
Quieta estou.
Ainda não me achei.
Dormência
Não sentir nada ruim.
Ingenuidade da minha parte.
Eu sei que é bobagem, mas não sei evitar.
Cada dia uma decepção, um aborrecimento.
Admito que talvez não saiba lidar com isso.
Não sei o que fazer.
A vida dos outros parece tão mais fácil em comparação com a complicação da minha.
Sei que minha grama é verde.
Só não como parar para apreciá-la.
E agora essa dormência que não passa...
Primeiras Vezes
Sentimentos confusos. Como se diz: a morte é a única certeza da vida. E como expressar tanto com palavras mínimas. O bom é começar e se jogar na aventura.
A primeira vez é como um pensamento safado cheio de muitos arrependimentos sobre os quais falar é um saco. Mas não falar é bem pior. Círculo vicioso onde mágoas afloram e a repetição cansa e decepciona. Desilusão. Infelicidade. Mas quem liga?
Há tanto tempo que não pensava na época onde a ingenuidade e inocência eram companheiras. Onde a vida era mais fácil. Onde as rejeições doíam, mas passavam rápidas. Onde os amores eram ao mesmo tempo efêmeros e eternos.
As primeiras vezes que causavam arrepios... O primeiro beijo, a primeira bebida, a primeira saída sozinha com as amigas, o primeiro namorado, a primeira vez, o primeiro amor, a primeira paixão, o primeiro show...
Encantador. É brilhante. Autossuficiente. Você acha que pode tudo. E a verdade é que pode. Descobrir seus limites na tentativa. Erros e acertos. Risos e lágrimas. Uma realidade calma.
E o agressivo, o devorador, os sentimentos ruins que rodeiam sem interrupção, não te alcançam. O coração ainda é puro. As mágoas, mesmo as mais profundas, são substituídas mais facilmente. Você vive e anseia pelo futuro.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Abstração 4
Insiste um pouco e não me deixe duvidar.
Fala baixinho no meu ouvido o que quero ouvir.
Uma mentirinha, besteirinha.
Responde pra mim sem titubear:
Quer vir morar nos meus braços e pra sempre ficar?
A distância física que nos separa não é obstáculo amor.
Essa nós podemos superar.
Seu problema maior vai ser fazer ponte entre minha cabeça e meu coração.
Já ouviu falar que os dois não conseguem conviver juntos?
Não concordam em nada?
Você quer tentar superar esse abismo?
E tentar me conquistar de corpo e alma?
Tô aqui amor preparada pra tentar.
Vem aqui amor me ajudar a começar.
Abstração 3
Um coração que ama um coração que ama outro coração.
O olhar vago, que atravessa que não diz nada.
O olhar cheio de esperança.
O olhar da decepção.
Os batimentos irregulares que não escondem o que sentimos.
O amargor que a desilusão deixa na boca.
O frio nas mãos, no peito, no coração.
O esquecimento forçado.
A certeza da resposta: não.
Abstração 2
Deixou de ver. Mas já era cega e não sabia.
Já tinha dor e não sentia.
Não tinha paz, pois achava que não merecia.
Pra que falar se não era ouvida.
Restou chorar de forma comedida.
Fechou-se em seu casulo.
Quem sabe um dia a de amanhecer com asas e voar.
Abstração
Estava só e do meu lado a solidão me sorria.
Amiga da tristeza e também da infelicidade trouxe ela por pirraça a cruel realidade.
E a vida que passa todos os dias pela janela.
De minhas palavras refez os muros alegria.
Atravessou oceanos e continentes.
Esbravejando aos quatro ventos que há de permanecer sempre amada.
Há de querer sempre a verdade.
Fração de um olhar que antecede a lágrima.
Expressa contentamento.
Abre os olhos e enxerga o mundo.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Mau comportamento temporário...
quarta-feira, 30 de março de 2011
Deixa...
terça-feira, 29 de março de 2011
Amor! Amor? Amor...
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Ouvindo...
Encontros e Despedidas
Maria Rita
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Sobre a amizade. Talvez...
Como romances, encontros e desencontros.
Algumas, eu acho importante manter.
Mas e aquelas que não podemos controlar?
Eu sou o fogo que se alimenta do ar.
Queima a terra e faz evaporar a água.
Mas tenho medo, pois qualquer um deles pode me apagar.
E fazer o que para se proteger?
É realmente melhor não sofrer.
É realmente melhor não chorar?
É realmente melhor esquecer?
Do que voltar atrás e perdoar?
E por que há de tem um culpado, quando não se desculpa personalidade.
E por que não há aceitação?
Por que não haver mais tolerância e costume?
Depois de tantos anos há a decepção.
Não me conhecem, não me aceitam e talvez não me considerem.
Vergonha é dizer que nessa situação a que mais perde sou eu.
Daqui pra frente fica difícil de acreditar.
Esperanças laços mais estreitos?
Claro, claro... Vou já conversar com o papai Noel.
Aos muitos
E aconselhar a não seguir meus passos.
E guiar para um caminho de luz.
Aos meus pais um sorriso grato.
Contido, abafado, quase gemido.
Aos meus avôs as lágrimas fracas, mas ainda presentes.
A minha mãe um pedido de socorro.
Estou cansada, não tenho uma mão pra segurar.
Ao meu pai não sei. Indiferente talvez.
Dormente, já tenho certeza.
Vácuo
Caso pensado a ser resolvido.
Arrependimentos que nunca serão expressos.
Viagens loucas até um futuro distante.
Uma porção misturada de um passado incomodo.
A atenção desviada por palavras soltas.
O ar pesado, escuro, frio.
A sensação de esgotamento.
E agora sem senso, sem nexo.
Sem um vislumbre de atormentados passos.
Sofreguidão de uma mão presa.
De uma mente presa, sem escapatória.
Um mundinho comum.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Pairando...
Meu bom beijo eu não dou.
A não ser que valha a pena.
Boa moça sempre fui.
Alma imaculada.
De caminhada árdua, amarga e feroz.
Fez o que pode essa pobre coitada.
Pra se manter e virar alegria.
Seus bons olhos a engaram;
Sua vida sem a delícia do saber viver.
Quer o guia que não acha nem tateando a luz do dia.
Meu bom nome eu mantenho para mim tenho certeza.
Ser puro, adorarado e encantado.
Respira, admira e aborve.
Transmuta.
Reencarna.
Se refaz leveza.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Íntimo...
O ato de ignorar só é bem feito por poucos.
Não é qualquer um que sabe usar o desprezo.
Não é qualquer um que olha cinicamente.
Use o sarcasmo.
Detalhe você já não se importar.
Deite na cama que acabou de fazer.
Não reclame das consequências.
Fique em silêncio.
Melhor ver e escutar do que falar.
Dualidade
Entre o ardor e o gelo.
O alívio e a angústia.
Entre a paz e a desgraça.
A mentira e a verdade.
Redenção ou perdição.
Eu posso ser a boazinha que te ataca.
A pessoa má que se importa.
A perseguidora de impossível salvação.
Não sei o que quero ser.
Vou falar ao invés de sentir.
Escrever ao invés de escutar.
Perceber e me deixar levar.
Vou rir de você e tremer de saudade.
Vou negar quando quero dizer sim.
Confundir quando não sei explicar.
Permitir quando não mais aguentar.
Reagir sem fazer parte da coisa.
Vou ser sombra e me esconder.
Vou ser mesquinha e deixar tudo pra mim.
Egoísta e me cuidar.
Vou desejar abrir meus sonhos em botões de flor.
Vou esmagar a realidade que me abusa.
Execrar a concorrência interna.
Triunfar e ser mestra de mim.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Ouvindo...
Blá Blá Blá
Lobão
Composição: Lobão/Arnaldo Brandão/Tavinho PaesEla adora me fazer
De otário
Para entre amigas
Ter o que falar
É a onda da paixão
Paranóica!
Praticando sexo
Como jogo de azar...
Uma noite ela me disse
"Quero Me Apaixonar"
Como quem pede desculpas
Prá si mesmo
A paixão não tem nada a ver
Com a vontade
Quando bate é o alarme
De um louco desejo...
Não dá para controlar
Não dá!
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá
Blá, blá, blá, blá
Eu te amo!
Não dá para controlar
Não dá!
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá... (Eu te amo)
Sua vida burguesa
É um romance
Um roteiro de intrigas
Prá Fellini filmar
Cercada de drogas
De amigos inúteis
Ninguém pensaria
Que ela quer namorar...
Reconheço que ela
Me deixa inseguro
Sou louco por ela
E não sei o que falar
O que eu quero é que
Ela quebre a minha rotina
Que fique comigo
E deseje me amar...
Não dá para controlar
Não dá!
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá
Blá, blá, blá, blá
Eu te amo!
Não dá para controlar
Não dá
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá, blá, blá
Blá, blá, blá, blá...(2x)
Não dá!
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá
Blá, blá, blá, blá
Eu te amo!
Não dá para controlar
Não dá
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá...
Pensamentos de momento
E elas que sofrem e não sabem porque.
Amélias. Tão velhas.
Sem graça, sem voz.
Ao que elas vivem não invejo.
Ao que elas pedem simpatizo.
Ao que elas podem...
Bom, querer é poder.
Saber disso são outros quinhentos.
Leão 1.2.3.
Queria eu domar o leão e conter seu rugido.
Que sacrifício fazer as coisas que me mandam.
Sacudir a juba e jogar patadas ao ar.
Queria ser.
Mas que absurdo pedir isso...
Já sou.
Agradeci.
Não houve jeito pois eu senti.
E o que se sente não se nega.
O que se sente não dá pra esconder.
Ah eu falei.
Eu gritei.
Esperniei até.
Amanheceu dia e não me movi.
Encarei com toda a coragem que tinha.
Sorri.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Conversa
Me pega, me abraça e me joga.
Me olha e não me enxerga que estou feia e preciso melhorar.
Me dá um sorriso bem safado, sem-vergonha.
Desconfia de mim.
Não vou te dar certeza.
Anda na corda bamba.
Me olha e me enxerga que eu me arrumei pra você.
Limpei a bagunça.
Varri debaixo dos podres do meu coração.
Estou preparada pra você chegar.
Arrebata e me destrói.
Me constrói como quiser.
Eu sou cheia de vontades.
Sou cheia de atitudes.
Talvez você não goste.
Amor deixa de besteira que a verdade não é como agente quer.
Vem cá menino mau que eu te dou teu castigo.
Vem cá meu bem.
Tô te esperando.
Amores Loucos, Doçuras e Afins
Ah bons amores! Ah bons momentos!
Saborosas doçuras de um coração romântico e sempre disposto.
Impetuoso ou não, o amor fala mais alto.
Desbravador, silencioso.
Persistente, onipresente.
O meu, o seu...
Pára, fecha os olhos e me toca... Pra poder me enxergar...
De volta à escrita
Muito tempo longe. Mas nem um segundo sem vontade de escrever.