domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ouvindo...

Encontros e Despedidas

Maria Rita

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sobre a amizade. Talvez...

Algumas amizades não têm razão de ser. Acontecem.
Como romances, encontros e desencontros.
Algumas, eu acho importante manter.
Mas e aquelas que não podemos controlar?
Eu sou o fogo que se alimenta do ar.
Queima a terra e faz evaporar a água.
Mas tenho medo, pois qualquer um deles pode me apagar.
E fazer o que para se proteger?
É realmente melhor não sofrer.
É realmente melhor não chorar?
É realmente melhor esquecer?
Do que voltar atrás e perdoar?
E por que há de tem um culpado, quando não se desculpa personalidade.
E por que não há aceitação?
Por que não haver mais tolerância e costume?
Depois de tantos anos há a decepção.
Não me conhecem, não me aceitam e talvez não me considerem.
Vergonha é dizer que nessa situação a que mais perde sou eu.
Daqui pra frente fica difícil de acreditar.
Esperanças laços mais estreitos?
Claro, claro... Vou já conversar com o papai Noel.

Aos muitos

Aos meus filhos quero dar esperança.
E aconselhar a não seguir meus passos.
E guiar para um caminho de luz.
Aos meus pais um sorriso grato.
Contido, abafado, quase gemido.
Aos meus avôs as lágrimas fracas, mas ainda presentes.
A minha mãe um pedido de socorro.
Estou cansada, não tenho uma mão pra segurar.
Ao meu pai não sei. Indiferente talvez.
Dormente, já tenho certeza.

Vácuo

É um mistério. É uma complicação.
Caso pensado a ser resolvido.
Arrependimentos que nunca serão expressos.
Viagens loucas até um futuro distante.
Uma porção misturada de um passado incomodo.
A atenção desviada por palavras soltas.
O ar pesado, escuro, frio.
A sensação de esgotamento.
E agora sem senso, sem nexo.
Sem um vislumbre de atormentados passos.
Sofreguidão de uma mão presa.
De uma mente presa, sem escapatória.
Um mundinho comum.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pairando...

Meu bom nome eu não sujo em bocas vulgares.
Meu bom beijo eu não dou.
A não ser que valha a pena.
Boa moça sempre fui.
Alma imaculada.
De caminhada árdua, amarga e feroz.
Fez o que pode essa pobre coitada.
Pra se manter e virar alegria.
Seus bons olhos a engaram;
Sua vida sem a delícia do saber viver.
Quer o guia que não acha nem tateando a luz do dia.

Meu bom nome eu mantenho para mim tenho certeza.
Ser puro, adorarado e encantado.
Respira, admira e aborve.
Transmuta.
Reencarna.
Se refaz leveza.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Íntimo...

Não basta ser indiferente.
O ato de ignorar só é bem feito por poucos.
Não é qualquer um que sabe usar o desprezo.
Não é qualquer um que olha cinicamente.
Use o sarcasmo.
Detalhe você já não se importar.
Deite na cama que acabou de fazer.
Não reclame das consequências.
Fique em silêncio.
Melhor ver e escutar do que falar.

Dualidade

Entre as duas metades que nunca se juntam mas nunca separam-se.
Entre o ardor e o gelo.
O alívio e a angústia.
Entre a paz e a desgraça.
A mentira e a verdade.
Redenção ou perdição.

Eu posso ser a boazinha que te ataca.
A pessoa má que se importa.
A perseguidora de impossível salvação.
Não sei o que quero ser.

Vou falar ao invés de sentir.
Escrever ao invés de escutar.
Perceber e me deixar levar.

Vou rir de você e tremer de saudade.
Vou negar quando quero dizer sim.
Confundir quando não sei explicar.
Permitir quando não mais aguentar.

Reagir sem fazer parte da coisa.
Vou ser sombra e me esconder.
Vou ser mesquinha e deixar tudo pra mim.
Egoísta e me cuidar.

Vou desejar abrir meus sonhos em botões de flor.
Vou esmagar a realidade que me abusa.
Execrar a concorrência interna.
Triunfar e ser mestra de mim.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ouvindo...

Blá Blá Blá

Lobão

Composição: Lobão/Arnaldo Brandão/Tavinho Paes

Ela adora me fazer
De otário
Para entre amigas
Ter o que falar
É a onda da paixão
Paranóica!
Praticando sexo
Como jogo de azar...

Uma noite ela me disse
"Quero Me Apaixonar"
Como quem pede desculpas
Prá si mesmo
A paixão não tem nada a ver
Com a vontade
Quando bate é o alarme
De um louco desejo...

Não dá para controlar
Não dá!
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá
Blá, blá, blá, blá
Eu te amo!
Não dá para controlar
Não dá!
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá... (Eu te amo)

Sua vida burguesa
É um romance
Um roteiro de intrigas
Prá Fellini filmar
Cercada de drogas
De amigos inúteis
Ninguém pensaria
Que ela quer namorar...

Reconheço que ela
Me deixa inseguro
Sou louco por ela
E não sei o que falar
O que eu quero é que
Ela quebre a minha rotina
Que fique comigo
E deseje me amar...

Não dá para controlar
Não dá!
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá
Blá, blá, blá, blá
Eu te amo!
Não dá para controlar
Não dá
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá, blá, blá
Blá, blá, blá, blá...(2x)

Não dá para controlar
Não dá!
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá
Blá, blá, blá, blá
Eu te amo!
Não dá para controlar
Não dá
Não dá prá planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá...

Pensamentos de momento

Hahaha...
E elas que sofrem e não sabem porque.
Amélias. Tão velhas.
Sem graça, sem voz.

Ao que elas vivem não invejo.
Ao que elas pedem simpatizo.
Ao que elas podem...
Bom, querer é poder.
Saber disso são outros quinhentos.

Leão 1.2.3.

O ponto é o final e um recomeço que se segue.
Queria eu domar o leão e conter seu rugido.
Que sacrifício fazer as coisas que me mandam.
Sacudir a juba e jogar patadas ao ar.
Queria ser.
Mas que absurdo pedir isso...
Já sou.

Agradeci.
Não houve jeito pois eu senti.
E o que se sente não se nega.
O que se sente não dá pra esconder.

Ah eu falei.
Eu gritei.
Esperniei até.
Amanheceu dia e não me movi.
Encarei com toda a coragem que tinha.

Sorri.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Conversa

Então o que eu mando você faz.
Me pega, me abraça e me joga.
Me olha e não me enxerga que estou feia e preciso melhorar.
Me dá um sorriso bem safado, sem-vergonha.
Desconfia de mim.
Não vou te dar certeza.
Anda na corda bamba.
Me olha e me enxerga que eu me arrumei pra você.
Limpei a bagunça.
Varri debaixo dos podres do meu coração.
Estou preparada pra você chegar.
Arrebata e me destrói.
Me constrói como quiser.
Eu sou cheia de vontades.
Sou cheia de atitudes.
Talvez você não goste.
Amor deixa de besteira que a verdade não é como agente quer.
Vem cá menino mau que eu te dou teu castigo.
Vem cá meu bem.
Tô te esperando.

Amores Loucos, Doçuras e Afins

As mil complicações que os amores desvairados e inconsequentes têm.
Ah bons amores! Ah bons momentos!
Saborosas doçuras de um coração romântico e sempre disposto.
Impetuoso ou não, o amor fala mais alto.
Desbravador, silencioso.
Persistente, onipresente.
O meu, o seu...
Pára, fecha os olhos e me toca... Pra poder me enxergar...

De volta à escrita

Tudo que posso dizer é que é bom estar de volta a ativa e com mais palavras do que nunca.
Muito tempo longe. Mas nem um segundo sem vontade de escrever.