Primeiras vezes são difíceis. São muitas escolhas pra fazer. E aí? Por onde começar? Como responder? E a que perguntas? Fico calada ou grito? E quando estamos em uma posição desconfortável? Reprimir ou liberar?
Sentimentos confusos. Como se diz: a morte é a única certeza da vida. E como expressar tanto com palavras mínimas. O bom é começar e se jogar na aventura.
A primeira vez é como um pensamento safado cheio de muitos arrependimentos sobre os quais falar é um saco. Mas não falar é bem pior. Círculo vicioso onde mágoas afloram e a repetição cansa e decepciona. Desilusão. Infelicidade. Mas quem liga?
Há tanto tempo que não pensava na época onde a ingenuidade e inocência eram companheiras. Onde a vida era mais fácil. Onde as rejeições doíam, mas passavam rápidas. Onde os amores eram ao mesmo tempo efêmeros e eternos.
As primeiras vezes que causavam arrepios... O primeiro beijo, a primeira bebida, a primeira saída sozinha com as amigas, o primeiro namorado, a primeira vez, o primeiro amor, a primeira paixão, o primeiro show...
Encantador. É brilhante. Autossuficiente. Você acha que pode tudo. E a verdade é que pode. Descobrir seus limites na tentativa. Erros e acertos. Risos e lágrimas. Uma realidade calma.
E o agressivo, o devorador, os sentimentos ruins que rodeiam sem interrupção, não te alcançam. O coração ainda é puro. As mágoas, mesmo as mais profundas, são substituídas mais facilmente. Você vive e anseia pelo futuro.
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